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O Luto Acabou

Recentemente, o Pastor Aguiar Valvassoura, líder nacional da Igreja do Nazareno do Brasil, publicou no boletim da ‘Central’ (como é conhecida a igreja-madre, situada em Campinas) um texto muito interessante sobre o fim do luto. Li e reli e abaixo está, para regristro e para disseminaçãpo dessas ideias. Que Jesus possa acabar com nossos lutos temporais e atemporais. Amém.

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O Luto Acabou

Não existe nenhuma perda que se compara à perda de um filho. Particularmente se esse filho é único. Todos os sonhos de uma família recaem sobre os ombros dele. A preservação do nome, a continuidade da história dos antepassados, as realizações dos sonhos falidos dos seus familiares: ele será o que todos não foram.

            Jesus que era um especialista em lidar com situações humanas inclui no seu Evangelho a história de uma mãe de único filho: a viúva de Naim. Todos os projetos da família estavam sobre esse filho. Pois ser filho de viúva significava a única fonte de segurança e sustento para essa mãe. Jesus não determina a classe social desta mulher. Pobre, classe média ou… Era o filho único.

            Acidentes não mandam avisos. Tragédias não marcam a hora. Aconteceu. O filho morreu. E com a morte enterravam-se todos os sonhos, todos os ideais e tudo quanto possivelmente se esperava como segurança para aquela mãe.

            Jesus entra em cena. O texto é conhecido. A narrativa é rica em detalhes. Ele interrompe o cortejo e usa uma frase, talvez absurda para o contexto: “Não chores mais”. Como não chorar? Naquele caixão estavam depositados todos os projetos e toda a segurança futura daquela mulher. De agora em diante ela só seria uma viúva e nada mais.

            O Senhor é capaz de reverter todos os quadros da vida de quem quer que seja. Nada é definitivo. Na sua afirmação está impregnada a esperança – mesmo que ela não seja segura. Não chores mais. O luto acabou, antes de ele ter começado.

            O luto é uma expressão de perda. Antigamente era comum os familiares vestirem-se com roupas pretas, quando perdia-se alguém íntimo da família. A cor era o símbolo de tristeza e de perda. O luto não se dá tão somente com a morte. Há períodos em nossas vidas que entramos em um estado de luto. Problemas familiares, doenças, quebra de relacionamentos, traições, falência financeira… entramos em luto. Mas felizmente, Jesus sempre interfere. E simplesmente diz: “Não chores mais”.

            Não importa qual seja a causa das suas perdas e dos seus fracassos: o luto acabou.

 

Pastor Aguiar Valvassoura – Igreja do Nazareno Central de Campinas

Eu no molho

Dessa vez não vou escrever nada sentimental (será?). Nada que venha a surtir efeito com a sapiência de um monge. Esse post é para marcar meu molho. Molho sim, meu frio branco esquecimento de mim. De tempos em tempos tenho isso, e vejo que é natural. O caos do mundo me cansa e eu simplesmente… paro. Nada de romances, nada de projetos a serem concebidos (ou se existem, serão esquecidos por pelo menos um par de semanas na gaveta mais próxima). Eu estou no molho, pra não dizer encarcerado de meus próprios guilhões. Me faz bem ficar assim, pelo menos assim me sinto. Prefiro estar no silêncio de minha alma ao burburinho das fêmeas. No molho eu me sedento. No molho eu posso ver do que sou feito. No molho eu decanto. No molho eu canto os prazeres de me sentir eu mesmo: o Dyego que descobri em meio aos terremotos e tsunamis da vida.

Que privilégio… Hoje a noite fui pego de surpresa na igreja.

Cheguei pouco depois do início do louvor, templo lotado, e fiquei lá atrás em pé com o Fulvio… De repente sinto alguém me cutucar: Pr. Charles me chama e me faz subir a escada dos gabinetes. Lá em cima me diz: – Você vai traduzir o pregador dessa noite. Você pode?

” – E.. e… EU?????” – ga,ga,gaguejei

Conheci o pregador, Pr. Dimas, argentino, pastor em uma igreja em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Uma bênção. Conversamos, ele me explicou por cima sobre a temática que ia explanar, e aí estava eu: de membro atrasado no culto passei a ser parte da ministração daquela noite!

Foi legal, a primeira vez que interpreto um culto todo do espanhol para o português. Foi tranquio. Pelo menos acho que a igreja entendeu…rs. Para mim foi uma honra, inclusive por ser no dia de hoje, 15 de abril, data em que a INJE comemora o 8º aniversário. Glórias a Deus !!!

Titanic 100 anos

Desde quando conheci a história do Titanic passei a ser fascinado por ela. Me lembro: era por volta do ano de 1997 e eu comia daqueles chocolates Nestlé Surpresa, onde vinham umas filipetinhas com a foto ou ilustração de um animal marinho, ou de algo ligado ao mar e suas histórias. Uma dessas ilustrações era do naufrágio do Titanic (imagem abaixo). Passou despercebido para mim, naquela época, um garotinho gordinho de 9 anos. Porém logo depois as notícias da estreia da megaprodução cinematográfica me vieram a  fazer relação entre o que estava vendo na TV com o que tinha guardado como brinde do chocolate.

 Li e reli muitas vezes aquelas informações sobre o naufrágio do ‘inafundável’ Titanic, e me frustrei muito ao ficar na fila do cinema metade de uma tarde de domingo sem conseguir entrar para ver o filme. No dia seguinte, uma segunda-feira, eu e meu amigo de infância Thomas Mazzero (hoje Sargento, que orgulho) fomos levados por minha mãe ao cinema do Shopping Piracicaba, onde era antigamente (hoje ali tem uma espécie de parque de diversões infantil… que saudades quando o Shopping Piracicaba era bom!). Acho que minha irmã tinha reservado a fila pra gente, pois estávamos estudando à tarde (na 5ª série do SESI) e só assim conseguimos entrar.

Sessão lotada. Eu e Thomas sentados ali esperando o tão falado filme começar. Sabíamos que eram 3 horas e alguns minutos de filme – algo estraordinário para nós, reles iniciantes na apreciação do cinema. Quando aparece a imagem das águas se movendo e as letras brancas com o título: TITANIC. Aquilo me encheu de satisfação. Tanto tempo na fila e tantas expectativas estavam ali, naquele momento, para mim sendo supridas. Ficamos vidrados vendo aquela obra-prima. Curiosos e perplexos ao ver os seios de Kate Winslet na cena do desenho, admirados em ver aquele navio imponente partir ao meio, na tela gigante bem à nossa frente. O filme me cativou, lógico. E ainda me cativa.

Independente do filme trazer ou não uma melhor compreensão da história, podemos sublinhar várias interpretações nesse acontecimento, que exatamente nessas horas está completando 100 anos (Titanic naufragou na madrugada de 14-15 de abril de 1912). James Cameron recentemente fez parte de um documentário brilhantemente apresentado pelo canal National Geographic e afirmou que a história contada por sobreviventes e transposta ao seu filme ilustra exatamente ao quê a Humanidade está caminhando hoje: o ego, a prepotência, a arrogância e a ganância fazem com que o ‘Navio da Humanidade’ navegue sem exatamente um rumo sadio, e ao chocar-se no próximo iceberg, que poderá ser o desabastecimento de alimentos ou a falta de água e recursos básicos de sobrevivência, a ‘primeira classe’ do mundo será beneficiada, terá como escapar do pior, enquanto a ‘segunda classe’ conseguirá somente com muita sorte e a ‘terceira classe’  (leia-se nações do Terceiro Mundo) terá poucas ou nenhuma chance de salvação. 

Pensando assim, já estamos nos chocando contra esse iceberg. O iceberg da fome já está boiando por aí, nesse vasto mar sem fim. O choque acontece lentamente, de forma gradual, e nosso navio já está sentindo os danos em seu casco e o naufrágio é evidente. Se não abrirmos espaços nos botes, esses pobres submergirão juntamente com toda essa estrutura desenhada pela primeira classe. Mas como não há botes salvavidas para todos, já podemos imaginar o que vai acontecer.

No mais, fica a lição. Quando ouvir uma notícia sobre algo que te ameaça diretamente, diminua a velocidade, seja precavido, para que dê tempo de desviar do grande bloco de gelo à sua frente. ANtes que seja tarde e tenha de abandonar o navio ou… afundar com ele para sempre.

Essa é a imagem através da qual conheci a história do Titanic.

Verões

Que vergonha.

Hoje é 30 de março e este é o meu primeiro post de 2012. Que mancada!  E eu achando que iria ser mais policiado em escrever com frequência. Bom, mas o fato é que eu mesmo não me cobro muito disso, afinal, o blog é para descarregar pensamentos e vislumbres do cotidiano, e não para eu relatar passo a passo de minha vida. Por isso me dou ao luxo de escrever quando bem entendo. Mas acontece que ‘faz mal’ ficar sem escrever por muito tempo. Até a senha de acesso ao WordPress eu esqueço! Deve ser a idade chegando… afinal, já estou indo para a minha segunda dúzia de anos.

Curiosamente essa minha ausência se dá na estação em que eu mais escrevi (pelo menos nas minhas agendas) nos últimos 4 anos: Verão. Desde 2008 preencho Janeiro, Fevereiro e Março com relatos da aventura da vida nesses meses que para mim são tão intensos, ora pelas minhas viagens, ora pela minhas confabulações naturais sobre a existência (nóssa, que profundo!). Mas ainda dá tempo para reverter esse quadro, pelo menos começando a escrever ainda nesse Março. Quero torrentes de letras, como as águas que caem nesse mês, “fechando o Verão”, como diria Tom Jobim.

Meu querido ‘blog-de-escape’, aí vamos nós.

 

 

Cansei de ter que explicar para mim mesmo os porquês de eu não conseguir administrar bem meu tempo. Por isso, nem vou tentar escrever o porquê de não ter arrumado um tempo para postar aqui. Afinal, a internet também tem culpa (muita culpa) nisso.

Bom, faltam dois dias pro ano acabar e eu ainda não escrevi sobre o final de novembro, quando comemorei 10 anos de minha primeira apresentação em um teatro com palco italiano. Meus 10 anos de palco vão ficar pra um artigo que será escrito no promissor vindouro ano de 2012.

Muita coisa aconteceu e eu não relatei, como sempre. Mas é até bom. Certas coisas não convém ficar delimitando. Vou escrevendo da maneira que der. O Natal passou, mais um,meu 23º Natal. E eu continuo aqui, me desdobrando comigo mesmo para que meus pensamentos não peleiem entre si e travem uma batalha sangrenta dentro de minha mente. Vamo que vamo.

Vem ni mim, 2012!

 

Quem me conhece sabe que eu gosto de datas. Somas, subtrações, coincidências numéricas. Tudo que envolve números públicos em comum me atrai a atenção. No início desse ano me dei conta que ocorreria uma data dessas. A sequência Um Um Um Um Um Um, ou Onze Onze Onze me fez pensar até em fazer algo especial nesse dia. Talvez plantar uma árvore, ou enterrar alguma lembrança pra desenterrar em Vinte e Dois de Fevereiro de Dois Mil e Vinte e Dois (22/2/22), sei lá. Enfim.

Porém acabei não planejando nada. Ou melhor, planejei sim, de ir à um evento que tinha tudo para ser (e foi) inesquecível. O último dessa natureza tinha sido realizado em uma data também muito especial para mim (por outros motivos que noutra oportunidade descrevo), Sete de Julho de Dois Mil e Sete, 07.07.07, Sete Sete Sete, três vezes perfeição de Deus. O evento de 11.11.11? Gravação do cd e dvd EletroAcústico3 de Paulo César Baruk. Igreja Bíblica da Paz, Vila Guilherme (antigo SBT), São Paulo Capital.

Uaaaaoow…!!!! Quando eu soube dessa gravação, pela boca do próprio Baruk quando tocou em Ipeúna em 12 de Agosto, fiquei extasiado e me esforcei ao máximo para ir. Falei para minha fiel escudeira (rsrs) Aninha e ela topou ir comigo. Fiquei alguns dias ligado no site do Baruk e no Twitter, esperando abrir o setor VIP pr venda de ingressos. Quando abriu, comprei de imediato, um excelente lugar, como se pode ver pelas fotos.

Resumindo: um dia para não mais esquecer. Um Um Um Um Um Um. O dia das prioridades, como defini por Facebook. Um dia pra se pensar na vida. Na verdade,  todos os outros dias do ano também são, mas é que eu gosto de atribuir valores e significados às coisas ‘insignificantes’ para o senso comum em geral. Okay, reparar em datas também pode ser parte do senso comum, mas isso já não vem mais ao caso. Os pensamentos e os valores dados são só meus mesmo…rs  =D

Nessa noite do 11.11.11 vimos um show/ministração que acrescentou em muito em nossa vida espiritual, não pela grandiosidade do evento, mas sim pela sensibilidade que tivemos em ver que realmente ‘Deus estava naquele negócio’. Uma unção de adoração, gratidão e alegria em estamos vivos e, melhor, vivendo para o Senhor. Gostei muito. Adorei, literalmente.

Baruk

Baruk e seu novo penteado inspirado numa calopsita...rs

Como se não bastasse toda a atmosfera especial que o momento trazia consigo, de quebra fui privilegiado de, ao sair para beber água e encher a garrafinha, topar no corredor com ninguém menos do que Adhemar de Campos! Sozinho, caminhando numa boa pelo corredor. Cumprimentei-o rapidamente, troquei meia-dúzia de palavras e pedi, num flash, se poderia gravar um vídeo. Ele disse que sim, mandou ‘um abraço, um bejão’ pra ‘todos nós’ e eu finalizei com um “O Senhor é conosco” que até agora sinto que foi uma das vezes mais sinceras em que eu disse essa frase. Esse é o vídeo que fiz….rs http://www.youtube.com/watch?v=iAHWHyF06N8

 Mais do que rápido, desliguei a câmera e tirei uma autofoto com o Adhemar e ‘saí vazado’. Feliz, a noite já estava mais do que ganha. Não pelo Adhemar, nem pelo Baruk, mas pela felicidade que senti em ver o quanto Deus cuida de mim e o quanto é bom serví-Lo.

 E outros momentos vou acabar falando mais sobre esse fatídico dia de Onze do Onze do Onze, mas por enquanto é isso o que fica. Parafrasenado Elias dos Bonecos, “as coisa tem o valor que nóis dá pra elas“. Então, o valor desse 11.11.11 para mim foi tão significativo quanto a singularidade e exclusividade dessa data.

Shalon! \o/

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